sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A PIGauí, quem diria...

Meus 10 leitores devem me achar colonizadaça, de tanto que eu elogio os americanos, mas é que, como disse muitos posts atrás, quando são talentosos eles são imbatíveis. Como têm cultura, como produzem cultura... Tenho lido cada matéria, cada artigo... os jornalistas preparados lá são preparadíssimos! Bem, mas eu queria comentar a Pi@uí. Juro, me esforçava para ler de vez em quando, e não me animava. Nunca achei sequer pomposa, como tantos dizem. Não tem estofo nem para pompa. E me achava assim meio que pretensiosa por considerar a droga toda fraca. E, pasmem, sempre me esquecia de ler o expediente.

Não é que descubro hoje que ela é feita por ninguém menos do que M@rio $ergio C&nti, um debilóide que chefiou o JB em sua fase mais decadente antes da morte? Tive a honra de ser demitida por ele em 2001 depois de lhe mandar um e-mail esculhambativo com cópia para os colegas de redação.

Para terem uma ideia, vejam algumas perguntas que ele faz ao Lula no que ele chama de "entrevista" (quem me deu a dica foi o Marco, fã nº 1 do Paulo Henrique Amorim, que expôs as "qualidades do moço).
-- ... o caso do seu filho… Ainda na campanha, quando o Paulo Henrique Amorim, na Bandeirantes, o apartamento, não sei o quê, aquilo deixou o senhor muito… O senhor entrou com um processo.

-- O senhor, por exemplo, no caso do seu filho quando houve… a Veja falou que havia ligações, não sei o que… Isso deixa o senhor…

-- E quando o caso é enrolado? Por exemplo, o negócio das telecomunicações. Que envolveu um monte de gente… É um caso enrolado… O que se faz, enquanto não se tem uma decisão?

-- Eu vi uma entrevista ontem, lá, dos presidentes. Parece que é uma coisa chata pacas também, né?

-- Em termos de Estado, Presidente, de governo… É legitimo, ou é bom, que o Governo tem (sic) que ajudar alguns órgãos de imprensa? Dois exemplos concretos: Caros Amigos tem anúncios de estatais; Carta Capital tem…

Você teria coragem de fazer perguntas assim ao presidente? E de transcrevê-las, teria? Vou te contar...

Veja aqui o restante, com comentários e devidos esclarecimentos do PHA sobre essa desinformação cavalar.

5 comentários:

Ruy disse...

Mari:

O mínimo que se espera de qualquer entrevistador é que seja objetivo, sucinto e complete as perguntas.

O repórter também deve ouvir as respostas do entrevistado e esperar que ele acabe de falar, antes de fazer outra pergunta. Até por educação.

Parece que o Jô Soares fez escola.

Outra coisa (li duas vezes e não consegui descobrir): qual foi o gancho dessa "entrevista"? Ficou tudo solto, um papo sem direção.

Com tanta coisa importante acontecendo no país e no mundo não se fez pauta prévia, que levasse a conclusões importantes?

Tremendo desperdício.

Sunny disse...

Concordo com o Ruy, tremedo desperdício, substantivo que, aliás, se aplica em número e grau ao M.S.Con*ti, sujeito pretencioso que só deixou de lembrança o fato de chegar cedo todo dia para abrir TODAS as persianas do lado da ponte, sem levar em conta (ou será Con*ti?) o sol da manhã, que incidia sobre TODOS os terminais.

Qto ao Jô So*ares, ele não fez escola,não. Copiou o Lederman, um pouco mais magro que ele, há anos na TV americana e que era repetido aqui por um dos canais da Globosaco.

mari disse...

Copiou o formato do programa, porque o Letterman (que ainda está na CBS e continua no GNT, com grande atraso hoje em dia -- antes eram 2 dias) faz perguntas incisivas, às vezes até rudes. O Jô só pergunta bobagem aos grobais, que são a maioria. Pergunta dura ele faz ao PT.

Ruy disse...

Sunny:

Quando eu digo que "parece que o Jô Soares fez escola", não me refiro ao formato do programa que é, sim, um rascunho mal feito e chupado do Late Show.

Falo das interrupções contínuas a que o adiposo apresentador submete seus convidados (ou vítimas seria melhor?).

mari disse...

Foi o que eu entendi. E também no despreparo, no superficialismo...

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