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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Legalizar o aborto!



Quer ser contra o aborto? Ótimo, vai fundo. Mas não queira mandar mulher pra cadeia por fazer aborto. Cuidemos cada um da própria vida, que tal?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Direito ao aborto, novos bombardeios


Meu querido companheiro Anibal Guimarães (falei dele nesta matéria aqui) envia e-mail assustador, com um alerta: a íntegra de uma nota da Sociedade de Bioética do Estado do Rio de Janeiro – regional da SBB que analisa o odioso, fascista e beato Projeto de Lei 416/2011 (íntegra aqui), aparentemente de "prevençao ao aborto" -- sim, estao ficando espertos, aprendem a dourar a pílula de seu mediaevalismo, mas fundamentalmente ofensivo à mulher, a seus direitos e ao SUS. Há dois outros assemelhados -- o federal me fez chorar --, aqui e aqui, devidamente inseridos no arquivo "Vomitório" do meu Google Docs. Quem me cedeu essas íntegras, poupando-me o trabalho de ir ao site da Alerj ou da Câmara, foi a @lessinha_nane, do excelente tumblr Fiscais de Fiofó S/A, no qual denuncia projetos de lei "de relevante alcance social propostos pela Frente Parlamentar dos Fiscais do Fiofó Alheio, também conhecida pela singela alcunha de Frente Parlamentar Evangélica". Ela acrescenta: "Este tumblr é baseado em fatos reais, qualquer semelhança com um Estado Laico terá sido mera coincidência". Bom demais!

Abaixo, a nota da SBRio (as imagens do texto foram inseridas por mim):

***

NOTA DA DIRETORIA

A diretoria da regional Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Bioética, após cuidadosa análise do Projeto de Lei 416/2011, apresenta à sociedade fluminense as seguintes considerações para fundamentar sua posição contrária à aprovação do mesmo.

Entendemos que o projeto em questão representa um retrocesso dos pontos de vista moral, social, político e sanitário, por negar direitos fundamentais já garantidos no território nacional e pactuado em acordos internacionais (declaração do Cairo e de Beijing).

O Brasil garante o respeito à dignidade da pessoa ao garantir às mulheres seu direito à autodeterminação no que diz respeito aos direitos reprodutivos e ao acesso ao planejamento familiar (inclusive métodos contraceptivos, aí incluída a anticoncepção de emergência, a "pílula do dia seguinte", já normatizados pelo Ministério da Saúde).

O projeto faz uso indevido do conceito de pessoa, cuja aplicação a embriões e fetos é altamente controversa, já que não existe fundamentação aceitável que a sustente. Além disso, o projeto apresenta argumentos cientificamente falaciosos, induzindo o leitor a uma interpretação equivocada da questão.

Nota-se igualmente no referido projeto um absurdo ao equiparar casos de estupro com casos de gravidezes acidentais ou indesejadas. Tal postura é inaceitável e injustificável. Entendemos também que a defesa do direito ao aborto é inseparável da defesa dos direitos reprodutivos das mulheres e também inseparável de uma boa vida qualificada.

Todos os cuidados de saúde propostos pelo projeto já são obrigações do SUS, não fazendo sentido um projeto específico para esses cuidados.

Quanto à questão do abandono de incapazes, entendemos que o problema que vem sendo observado em algumas cidades brasileiras está diretamente relacionado com a proibição do aborto, falta de acesso a métodos contraceptivos e a profunda injustiça social que marca nossa sociedade. Pode sim haver um Programa de proteção a essa criançada abandonada, mas também a possibilidade de se garantir a essas mães o direito de impedir a gravidez ou mesmo o seu prosseguimento.

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A nota é assinada pelo querido professor (Ensp/Fiocruz) Sergio Rego, presidente da SBRio.

domingo, 17 de outubro de 2010

Valei-nos quem puder

ELIO GASPARI

Folha, domingo 17

SERRA ATRASADO
Contumaz retardatário, José Serra conseguiu bater todas as suas marcas. Chegou com 46 anos de atraso à Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que juntou 200 mil pessoas no centro de São Paulo manifestando-se contra o governo de João Goulart.
A "Marcha da Família" foi a maior manifestação popular de 1964. Doze dias depois de sua realização, Goulart foi deposto.
Segundo o cônsul americano na cidade, "quase todas as famílias das classes médias e alta estavam representadas, com pequena participação das classes mais baixas".
Quem deu musculatura à manifestação foram organizações religiosas e líderes políticos. Anos depois, as senhoras que lideraram a marcha tornaram-se um estorvo para os generais.

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JANIO DE FREITAS

Folha, domingo 17

Para trás é que se anda

A exigência religiosa volta a submeter a política; a responsabilidade não é apenas do radicalismo em nome da fé mas também dos candidatos

A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL degenera de vez. O passado retorna, sem cuidar nem sequer de disfarçar-se.
A exigência religiosa, legítima para os possuidores de crença, ultrapassa-os e volta não só a submeter a política em seu nível mais alto de participação democrática, que é a escolha pelo voto geral do futuro governante de toda a nação. Esse movimento vai também contra a liberdade de pensamento, na ação para impedir a opção política e cultural de candidatos e dos eleitores não religiosos ou religiosos sem extremismo. Mas a responsabilidade pelo retrocesso não é só do radicalismo político em nome da fé cristã. É também dos candidatos.
José Serra está a um passo de reproduzir atos e fases deploráveis, parte das quais vitimaram a ele próprio. Sua oferta de compra da adesão eleitoral -com promessa de aumento extra do salário mínimo, duplo aumento das aposentadorias com o salário mínimo e acréscimo específico, doação de dinheiro federal a mais de quatro mil municípios para aumentarem os professores do fundamental -segue duas matrizes notórias do populismo: Adhemar de Barros e Orestes Quércia. E depara-se com uma interrogação: onde ficam a defesa inflexível do "rigor fiscal", tese permanente de José Serra, e suas persistentes acusações ao atual governo de gastos e aumentos excessivos? O velho populismo reanima-se.
O "santinho", semelhante a cartão de crédito, que José Serra começou a distribuir na sexta-feira, em uma espécie de comício com professores de São Paulo, traz, de um lado, a sentença "Jesus é a verdade e a justiça", seguida da assinatura de José Serra. Mas não só: tem a combinação das imagens de Jesus e do próprio Serra. Na outra face: "Serra é do bem".
A biografia de Serra inclui um colar de disputas eleitorais, em perto de 25 anos. Em nenhuma delas, porém, o cristianismo do candidato se mostrou, nem Jesus, Deus e Maria foram feitos personagens de sua busca de votos. O nível político não cai sozinho: cai levado por pessoas.
Quem não está com Serra não é do bem, é a sugestão da sua carteirinha de associado a Cristo. Tal como os que não professavam, antes do golpe, posições conservadoras, eram (ou são) nacionalistas, ou defensores da Petrobras e de reformas estruturais. Todos "perigosos comunistas", gente do mal, negadora de Deus. Fase que tanto custou ao país superar. E que a caravana comandada em Goiás por Serra, ostentando e beijando um terço, lembrou como imitação da Marcha com Deus pela Família e a Liberdade, puxada em Rio e São Paulo pelo reverendo da CIA, padre Payton, nos preparativos finais para o golpe.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pasquim desclassificado

Esse fothetim grotesco não tem mesmo respeito por nada. Primeiro, denuncia Dilma como abortista.

Agora, apela aos defensores do direito ao aborto para mostrar Dilma refém da nossa moderna Inquisição.

É asqueroso, o mais indigno de todos.

Queria dormir e acordar no dia 1º.

sábado, 9 de outubro de 2010

A latrina voltou



São mais 4 baixarias da Inominável até 31/10, haja paciência.










De vingança, tuiteiros estão usando esta aqui ao lado como avatar. Também aderi, fazer o quê? Não gosto disso (pra que a Dilma tinha que aceitar provocação teocrática, meu bom deus do céu?), mas não vejo outro jeito, tem que haver alguma reação. Se bem que aqui a Dilma mandou muito bem, adorei. Só que é um site contra o PIG inteiro.

Só gostaria de saber aonde vamos parar.



 



Hmmm... resolvi voltar ao meu avatarzinho normal, sabe? É melhor.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Larga meus ovários, aiatolá!


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Caraca, essa quinta-feira não acaba! A Dilma lança o site antiboato, a coligação lança manifesto contra a guerra suja e a Fátima Oliveira lança artigo definitivo sobre a questão do aborto! Ah, pra completar o PH Amorim, meu ídalo -- com todo o respeito, nos c&lh&es desse cara Zé Aiatolá nenhum bota a mão! --, relança o prefácio do livro do Amaury (aqueeeeeele, Dantas/Serra, Serra/Dantas, lembra? que eu enchi o saco de vocês com o GPS dos porões da privataria aqui, aqui e aqui? Pois é, ele voltou ao assunto). Pra mim, é o tema-tabu da campanha.

CLAPCLAPCLAPCLAPCLAP, UHU, BRAVOOOOOOOOOOOOOOOO!!!

Eleições presidenciais 2010:  em leilão, os ovários das mulheres!

Fátima Oliveira*

ESPECIAL PARA O VIOMUNDO

“Isso aqui”, o Brasil, não é um colônia religiosa, não é um Reino e nem um Império, é uma República! Dado o clima do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, parece que as urnas vão parir uma Rainha ou um Rei de Sabá, uma Imperatriz ou um Imperador, que tudo pode, manda em tudo e que suas vontades e ideias, automática e obrigatoriamente, viram lei! Não é bem assim…

Bastam dois neurônios íntegros para nos darmos conta que o macabro leilão de ovários (com os ovários de todas as brasileiras!), em que o aborto virou cortina de fumaça, objetiva encobrir o discurso necessário para o povo brasileiro do que significa, timtim por timtim, eleger Dilma ou Serra.

No tema do aborto a tendência mundial é, no mínimo, o aumento dos permissivos legais, que no Brasil são dois, desde 1940: gravidez resultante de estupro e risco de vida da gestante.  Pontuando que legalização do aborto ou o acesso a um permissivo legal existente não significa jamais a obrigatoriedade de abortar, apenas que a cidadã que dele necessitar não precisa fazê-lo de modo clandestino, praticando desobediência civil e nem arriscando a sua saúde e a sua vida, cabe ao Estado laico e democrático colocar à disposição de suas cidadãs também os meios de acessar um procedimento médico seguro, como o abortamento.

Negá-lo, como tem feito o Brasil, que se gaba de possuir um dos sistemas de saúde mais badalados do mundo que garante acesso universal a TODOS os procedimentos médicos que não estão em fase de experimentação, é imoral, pois quebra o princípio do acesso universal do direito à saúde! Eis os termos éticos para o debate sobre o aborto numa campanha eleitoral. Nem mais e nem menos!

Então, o que estamos assistindo nas discussões do atual processo eleitoral é uma disputa para ver quem é a candidatura mais CAPAZ de desrespeitar os princípios do SUS, pasmem, em nome de Deus, num Estado laico! Ora, quem ocupa a presidência da República pode até ser carola de carteirinha, mas para consumo pessoal e não para impor seus valores para o conjunto da sociedade, pois a República não é sua propriedade privada!

Repito, não podemos esquecer que isso aqui, o Brasil, é uma República que se pauta por valores republicanos a quem todos nós devemos respeito, em decorrência, não custa nada dizer às candidaturas que limitem as demonstrações exacerbadas de carolice ao campo do privado, no recesso dos seus lares e de suas igrejas, pois não estão concorrendo ao governo de um Estado teocrático, como parece que acreditam. Como cidadã, sinto-me desrespeitada com tal postura.

As opções religiosas são direitos pétreos e questões do fórum íntimo das pessoas numa democracia. Jamais o norte legislativo de uma Nação laica, democrática e plural. Para professor uma fé e defendê-la é preciso liberdade de religião, só possível sob a égide do Estado laico, onde o eixo das eleições presidenciais é a escolha de quem a maioria do povo considera mais confiável para trilhar rumo a um país menos miserável, de bem-estar social, uma pátria-mátria para o seu povo.

Ou há pastores/as e padres que insistem em ignorar a realidade? “Chefe religioso” ignorante de que a sua religião necessita das liberdades democráticas como do ar que respiramos, não merece o lugar que ocupa, cabendo aos seus fiéis destituí-los do cargo, aí sim em nome de Deus, amém!

O leilão de ovários em curso resulta de vigarices e pastorices deslavadas, de má-fé e falta de escrúpulos que manipulam crenças religiosas de gente de boa-fé para enganá-las, como a uma manada de vaquinhas de presépio, vaquejadas por uma Madre Não Sei das Quantas, cristã caridosa e reacionária disfarçada de santa, exemplar perfeito de que pessoas desse naipe só a miséria gera. Num mundo sem miséria, madres lobas em pele de cordeiro são desnecessárias e dispensáveis. É pra lá que queremos ir e o leilão de ovários quer impedir!

Quem porta
uma gota de lucidez tem o dever, moral e político, de não permitir que a escória fundamentalista de qualquer religião, que faz da religião um balcão de negociatas que vende Deus, pratica pedofilia e fica impune e ainda tem a cara de pau de defender a impunidade para pedófilos e os acoberta desde os tempos mais remotos, nos engabele e ande por aí com uma bandeja de ovários transformando a escolha de quem presidirá a República num plebiscito pra definir quem tem mais mão de ferro pra mandar mais no território do corpo feminino!

Cadê a moral
dessa gente desregrada para querer ditar normas de comportamento segundo a sua fé religiosa para o conjunto da sociedade, como se o Brasil fosse a sua “comunidade religiosa”? Ora, qualquer denominação religiosa em terras brasileiras está também obrigada ao cumprimento das leis nacionais, ou não? Logo o que certas multinacionais da religião fizeram no processo eleitoral 2010 tem nome, chama-se ingerência estrangeira na soberania nacional. E vamos permitir sem dar um pio?

Diante dessa juquira (brotação da mata pós-desmatamento), onde só medrou urtiga e cansanção, cito Brizola, que estava coberto de razão quando disse: “O Brasil é um país sem sorte”, pois em pleno Século 21 conta com candidaturas presidenciais (não sobra uma, minha gente!) reféns dos setores mais arcaicos e feudais de algumas religiões mercantilistas de Deus.

É hora de dar um trato ecológico na juquira que empana os ideais e princípios republicanos, fora dos ditames da “moderna” agenda verde financeira neoliberal da “nova política”, que no Brasil é infectada de carcomidas figuras, que bem sabemos de onde vieram e pra onde vão, se o sonho é fazer do Brasil um jardim de cidadania, similar ao que Cecília Meireles tão lindamente poetou.

“Quem me compra um jardim com flores?/ borboletas de muitas cores,/ lavadeiras e passarinhos,/ ovos verdes e azuis nos ninhos?/ Quem me compra este caracol?/ Quem me compra um raio de sol?/ Um lagarto entre o muro e a hera,/ uma estátua da Primavera?/ Quem me compra este formigueiro?/ E este sapo, que é jardineiro?/ E a cigarra e a sua canção?/ E o grilinho dentro do chão?/ (Este é meu leilão!)” [Leilão de Jardim, Cecília Meireles].

Em 2010 em nosso país o que está em jogo é também a luta por uma democracia que se guie pela deferência à liberdade reprodutiva e que considere a maternidade voluntária um valor moral, político e ético, logo respeita e apoia as decisões reprodutivas das mulheres, independente da fé que professam. Nada a ver com a escolha de quem vai mandar mais no território dos corpos das mulheres! Então, xô, tirem as mãos dos nossos ovários!

* Fátima Oliveira é médica e escritora. Feminista. Integra o Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) e o Conselho Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC). Escreve uma coluna semanal no jornal O Tempo (BH, MG), desde 3 de abril de 2002. Uma das 52 brasileiras indicadas ao Nobel da Paz 2005, pelo projeto 1000 Mulheres para o Nobel da Paz 2005.

Autora dos seguintes livros de divulgação e popularização da ciência: Engenharia genética: o sétimo dia da criação (Moderna, 1995 – 14a. impressão, atualizada em 2004); Bioética: uma face da cidadania (Moderna, 1997 – 8a. impressão atualizada, 2004); Oficinas Mulher Negra e Saúde (Mazza Edições, 1998); Transgênicos: o direito de saber e a liberdade de escolher (Mazza Edições, 2000); O estado da arte da Reprodução Humana Assistida em 2002 e Clonagem e manipulação genética humana: mitos, realidade, perspectivas e delírios (CNDM/MJ, 2002); Saúde da população Negra, Brasil 2001 (OMS-OPS, 2002).
Autora dos seguintes romances: A hora do Angelus (Mazza Edições, 2005); Reencontros na travessia: a tradição das carpideiras (Mazza Edições, 2008); e Então, deixa chover (no prelo).

***
ASSINO EMBAIXO 10 VEZES, 100 VEZES, 1 MILHÃO DE VEZES!!!!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Caraca! Gravaram isso!!!



Valeu, Cloaca!

(Gente, a bem da verdade Seu Zé se corrigiu depois. Mas se a grobo pode editar, por que não o Cloaca???)

Mas o que é isso, minha gente?

Agora a rede inteira "denuncia" quem algum dia na vida defendeu a legalização do aborto... Virou uma onda medieval.

Ô país...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aborto sem mistério

Não entendo a dificuldade de falar do aborto entre os políticos! Não precisa nem ser feminista, basta ser humanista! Diz assim, ó:

Olha aqui, minha gente, eu não gosto de aborto, tenho hor-ror de aborto, deeeeeeus me livre de precisar de um aborto! Ninguém em sã consciência pode ser "a favor do aborto". Precisamos melhorar muito o SUS, a assistência à mulher, aumentar emprego, renda e educação para que o Brasil não tenha todos os anos um milhão e 200 mil abortos clandestinos, sem médico, sem enfermeira, sem remédios! Vocês sabem o que significam 1,2 milhão de abortos anuais? É a cidade toda de Goiânia fazendo aborto todos os anos, é a cidade toda de Campinas fazendo aborto todos os anos, é quase uma Porto Alegre, quase um Recife fazendo aborto todos os anos sem nenhuma assistência. E são as mulheres negras e pobres que passam por isso, porque as remediadas e ricas compram Cytotec ou pagam 800 reais na clínica e fazem seu aborto. Até lá temos que cuidar da mulher pobre e desassistida e evitar que elas morram! Por isso o ministro da Saúde fala tanto em questão de saúde pública. Porque ele não pode ficar vendo essas mulheres morrendo de hemorragia, morrendo de infecção, abandonadas, e ainda denunciadas à polícia, porque o aborto é crime, a não ser que a mulher corra risco de vida ou seja vítima de estupro, não é mesmo? Já pensaram se alguma doença matasse tanto quanto o aborto clandestino? A imprensa derrubaria o governo! Não viram o que fizeram com a febre amarela?

Então eu peço seu voto para que possamos avançar com o desenvolvimento, a educação, o SUS e o apoio à mulher para que nenhuma brasileira precise mais fazer aborto! Agradeço a compreensão de todos!
Pronto, não é simples? Alô, Dilma, pode usar, não cobro direitos autorais não, viu?
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