segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

É incurável, juro

Tem uma nota na coluna Gente Boa, "É coisa nossa", que lá pelas tantas diz assim: "(...) Na ocasião, será feita a entrega dos laptops para os professores até a quinta série e também para os alunos com melhor desempenho (...)".

Foi para o brejo a boa e velha combinação da preposição a com o artigo os, que gera "aos" professores e "aos" alunos. "Para os" não é errado, mas é horrível! Essa moda xexelenta tem origem clara: o medo da crase. Hoje no Ancelmo se lê que "Lula deu entrevista para a revista Piauí"... Meu deus... Compreende-se no caso da contração da preposição a com o artigo a, como em "entregar à professora ou à aluna", porque repórter, redator e colunista NÃO SABEM MESMO usar crase (as exceções são raríssimas!), e a saída é apelar à preposição "para". No masculino, porém, não há desculpa que salve!

Na mesma Gente Boa, outra nota nojenta. "(...) Nos anos 60, esqueceram de deixar alimentos para a ave (...)". Como é que é? "Alimentos para a ave"??? Que tal comida? E tome de "no último dia 24", "3,5 mil", "no próximo dia 2" e sei lá o que mais. Tenho asco desse português de tabelião. Não apenas me leva à interrupção imediata da leitura, como me faz concluir que, definitivamente, a ignorância virou um mal incurável.

2 comentários:

Sunny disse...

O medo da crase não tem cura, como diria o credicard. O Joaquim era considerado um dos melhores textos do JB, mas a tal de Cleo...

Alis a manchete de hoje me deixou louca: decretar guerra? Só se for com o poder concedico pelos F qquer coisa americanos. No meu tempo era DECLARAR guerra, mas aí pega mal, né? A turma vítima do Holocausto dando uma de Hitler.

mari disse...

nossa, nem reparei na manchete! Fiquei tão irritada com "Lacerda ganha Portugal", como se fosse desmerecedor, que passei batida.

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