terça-feira, 22 de março de 2011

Celso Amorim bebeu desta água


Esta postejada gigantesca lembra as da bloga velha, mas achei necessária porque meu amado ex-chanceler Celso Amorim virou de repente o inventor da roda, ou seja, o criador da chamada política externa brasileira independente. Então é interessante lembrar de que água ele bebeu. Com limitações praticamente insuperáveis, em plena ditadura e em plena Guerra Fria posso dizer que tivemos um chanceler brilhante (há controvérsias, claro) chamado Antonio Francisco Azeredo da Silveira (1917-1999). Entre 1974 e 1979 (o ditador era Ernesto Geisel), ele seguiu o famoso “pragmatismo responsável”, pregou a não ingerência nos assuntos internos alheios e fincou o Brasil entre as nações não alinhadas (ou seja, não submissas aos Estados Unidos ou à União Soviética). Sim, há controvérsias! Mas era a única coisa na ditadura que não causava asco total.

Ah, dirão, é evidente que um chanceler da ditadura defenderia a não ingerência nos assuntos internos alheios, no mínimo para impedir a crítica externa à violação escandalosa aos direitos humanos no Brasil. Sim, mas... funcionou também no sentido oposto. E houve alguns lances diplomáticos de genuína audácia. Fora as ideias dele sobre os países e suas políticas, algumas incrivelmente atuais, outras muito engraçadas, outras bem preconceituosas... – ver as frases no pé deste texto, compiladas pela minha amiga Claudia Antunes.

Olhem só o que o próprio Amorim diz dele (Amorim na época trabalhava na OEA e no Itamaraty, ou seja, bebeu muito daquela água):

"Num momento muito difícil da história do Brasil, Silveira representa um resgate da ‘política externa independente’ que havia se firmado nos governos Jânio Quadros [1961] e João Goulart [1961-1964] e que foi abruptamente cortada quando houve o golpe militar. Não quero dizer que não tenha havido elementos importantes em outros ministros, por exemplo o próprio [Mário] Gibson Barbosa [1969-1974] fez um esboço de política africana que teve um mérito. Mas Silveira adotou uma linha política em que retomou em vários temas diretrizes que inspiraram a ‘política externa independente’, naturalmente adaptada ao momento e com as limitações do momento.

Por exemplo, houve o reconhecimento [da independência] de Angola, um fato lembrado até hoje por onde você passa. Foi uma obra que envolveu o embaixador Ovídio Melo [que chefiava a missão em Luanda], o embaixador Ítalo Zappa [então chefe do Departamento de África]. Houve o reconhecimento da República Popular da China, uma aproximação muito grande com os países árabes. (...) Silveira costumava dizer que o Brasil pode abdicar de tudo, menos da sua grandeza.”

Samuel Pinheiro Guimarães sobre Azeredo: “Na África, o Brasil abandonou o apoio ao colonialismo português, reconheceu a independência de Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau e assumiu posição contrária ao apartheid. Na Ásia, o Brasil encerrou longo período de apoio a Taiwan, estabeleceu relações diplomáticas com a República Popular da China e reconheceu o princípio de uma só China. O Brasil inaugurou um ciclo de cooperação com o Japão que resultou em grandes investimentos.

Na Europa, Geisel visitou França, Inglaterra e Alemanha, com a qual assinamos o acordo que deu início ao programa nuclear, com efetiva transferência de tecnologia. Diante das pressões americanas, contrárias à autonomia brasileira na área de informática e na área nuclear, o Brasil afirmou sua soberania, o que levou à denúncia do acordo militar Brasil-Estados Unidos.”

Esse material é de uma matéria/resenha da Claudia Antunes para a Folha de 14 de novembro de 2010, quando o CPDOC da Fundação Getúlio Vargas lançou o livro “Azeredo da Silveira, um depoimento”, organizado por Matias Spector a partir de entrevistas feitas com Azeredo entre 1979 e 1982 e arquivos pessoais. Mas tudo "permaneceu fechado para pesquisa durante anos”, até sua morte. Publiquei a íntegra do material da Claudia no Googledocs, aqui.


Mas o fato é que o próprio Antônio Patriota, nosso atual chanceler, bebeu dessa água: concluiu o Rio Branco em 1979, ou seja, vivenciou como aluno e futuro diplomata a gestão de Azeredo, que, queiram ou não, deixou legado.

Eis a apresentação do livro no site:
“Azeredo da Silveira reorientou a política externa do Brasil. Durante os cinco anos em que foi ministro das Relações Exteriores (1974-1979), o país assistiu a manobras ousadas nas relações com os Estados Unidos, Argentina, Portugal, Paraguai, Bolívia, África, Europa Ocidental e Oriente Médio. O Brasil também reconheceu a China comunista e participou ativamente do embate entre o Norte industrializado e o Sul em desenvolvimento.

Neste livro, Azeredo da Silveira fala pela primeira vez dos bastidores da política externa brasileira no apogeu do regime militar, caracteriza as principais crises do período e explica as decisões mais controversas.

O leitor também terá a oportunidade de aprender sobre a riqueza do pensamento de Azeredo da Silveira e seus dilemas mais recorrentes. Nestas páginas terá acesso à visão de mundo de um homem cuja passagem pelo poder deixou legados duradouros para a posição do Brasil nas relações internacionais. E saberá como e por que ele se tornou um dos mais poderosos e influentes diplomatas a ocupar a chancelaria na história do país.

A crença em que o sistema internacional, apesar de sua rigidez e assimetria, era maleável para um Brasil em franca ascensão é uma idéia recorrente e poderosa no pensamento de Azeredo da Silveira uma de suas marcas mais distintivas.”
Frases * Trechos do depoimento

Política externa

"Definir política externa como projeção do poder nacional era uma visão inventarial. Se essa visão fosse correta, se fôssemos comparar os recursos econômicos e militares do Brasil e dos EUA, não faríamos nada, sentaríamos na cadeira, cruzaríamos os braços e nos tornaríamos uma região totalmente dependente."

"A triangulação [com América do Sul, África e Japão] era a única maneira de a voz brasileira ser ouvida pelas superpotências."

"Se os EUA são um paquiderme no mundo e no sistema interamericano, a verdade é que existem alguns subpaquidermes. E o número um desses subpaquidermes, sem dúvida, é o Brasil. Não adianta a gente querer fazer uma política externa achando que o Brasil não tem um peso específico, um peso quase estático. Ele influencia mesmo sem agir."

"É difícil à beça explicar aqui que qualquer gesto é político do ponto de vista internacional. Tudo aqui é reduzido a uma dimensão de comércio. Isso é a maior besteira do mundo. O econômico vai vir, como veio na África, mas a catálise é política. Nenhum caixeiro-viajante teria feito em matéria de comércio o que se fez na África, se não tivesse havido essa catálise."

"Quando falo indígena brasileiro estou me referindo a essa forma de subdesenvolvimento mental. A gente tem direito de ser subdesenvolvido econômico, mas não mentalmente."

"Se há um país que está se universalizando e que não tem mais tamanho para ter parceria seletiva é o Brasil. O Brasil deve ter uma política exterior universal, sem a qual não terá nenhuma importância no mundo."

América do Sul

"Sempre procurei caracterizar a América do Sul, não porque ache que devamos abandonar uma política latino-americana, mas porque temos que ser verazes e realistas. Nosso continente é a América do Sul. Então, a plataforma de voo é aqui."

"Mostrei a ele [Geisel] como a posição do Brasil na América do Sul era desafiante, que nosso desafio era procurar ter programas de cooperação com todos os países e sermos equitativos. Poucos países no mundo têm dez vizinhos."

"O Brasil tem que ser pragmático na América do Sul. Não podemos ensinar a cada país a ser o que a gente é."

Argentina

"A posição da Argentina é uma posição ferida, ressentida pela grandeza do Brasil, esse país mestiço que eles chamaram no passado de ‘China negra’, em cujo desenvolvimento não acreditaram e que adquiriu uma dimensão enorme."

"A Argentina é um país muito mais meridional do que se pensa, muito mais fora das rotas do mundo. O brasileiro tem um certo complexo em relação à Argentina, gerado pelo fausto argentino precoce dentro da América Latina. Porém (...) me convenci de que se tratava muito mais de um subdsesenvolvimento próspero, como um segmento do Império Britânico (...), do que propriamente um desenvolvimento harmônico."

"Há uma inversão de expectativa na Argentina. É dramático para um país aceitar isso. É isso que torna a Argentina um país perigoso. A Argentina nunca estendeu a mão a seus vizinhos, no seu período mais opulento."

"Sabia que a negociação com os argentinos [sobre a hidrelétrica de Itaipu] era extremamente difícil porque se tratava de um país com inversão de expectativa."

"Disse várias vezes nos jornais que amizade com a Argentina valia um sacrifício. Disse essa frase com franqueza e firmeza. Realmente, a única coisa que justifica um acordo com a Argentina é o grau de relação, em vários outros setores, entre os dois países, porque o resto é fantasia argentina."

Paraguai

"O paraguaio detesta a Argentina. É tratado a pontapés em todas as questões comerciais menores. Eles deixam os produtos paraguaios apodrecerem como represália."

"Um país pequeno tem mesmo que jogar com a força dos países vizinhos que são mais fortes. Senão, onde ele vai ficar? Vai virar colônia? (...) Deus me livre que o Brasil faça isso! Seria o pior erro."

Bolívia

"Não há país mais difícil de negociar do que a Bolívia porque é um país extremamente índio, e de um índio que não participa totalmente da vida nacional, mas que já tem certas migrações para o meio político."

"A Bolívia tinha uma dependência total da Argentina. (...) Só o fato de o Brasil dizer que compraria [o gás] a preços internacionais permitiu o reajuste do preço da Bolívia com a Argentina. Eu acho que o Brasil deve sempre procurar comprar a preços internacionais porque fornecedores dependentes são muito variáveis e inconstantes."

África

"Nunca seríamos ouvidos pelos grandes centros de decisão se nossa posição não tivesse também algo de africano, porque é uma área afim à nossa e eles realmente eram nossos vizinhos – o Atlântico não nos dividia mais, ao contrário, nos unia."

"Era muito mais importante que o Brasil reconhecesse os governos e os movimentos de revolucionários de independência nesses territórios do que ter a pretensão de chegar por cima a amarrar por cima."

"O que sempre tentamos fazer foi entender as motivações dos países africanos. Aconteceu com a África o que aconteceu conosco no passado, quando o sujeito botava ‘Buenos Aires, Brasil’. Quer dizer, a incapacidade do opulento de compreender as motivações dos que não são opulentos."

"Os governos africanos estão se minando para a democracia (...). O lema africano fundamental é adquirir a independência pela força e criar de qualquer maneira, seja qual for o sacrifício, um país, um ser nacional. Em resumo: muito mais importante do que ter um regime formalmente democrático é ter uma posição de independência."

"Os regimes socialistas da África se criaram para os países poderem ser independentes. Eles vão voltar atrás. A África vai ter regimes mistos. Eles são muito pragmáticos."

"É, basicamente, mostrar que o Brasil está disposto a dividir suas experiências não só em saúde, educação etc., mas também tecnológicas com os países africanos. Não há outra maneira de entrar na África, e essa maneira é correta, solidária e é útil para eles."

"Nós, de caixeiro-viajante em punho, não teríamos jamais conquistado os mercados africanos. E a intenção não era essa."

China

"Se tivéssemos reconhecido a República Popular chinesa, que realmente representa o povo chinês – é uma piada dizer que Formosa [Taiwan] é que representa –, depois dos EUA, nossa iniciativa não teria expressão internacional. O Brasil passou a ser o país universal porque não tinha medo de reconhecer a China."

"O brasileiro ficou histericamente formosino, como se fosse haver uma operação cirúrgica que nos livraria de um aliado extraordinário. Nosso comércio com Formosa era relativamente importante, mas já foi inteiramente comido pelas proporções. E, além do mais, não há nenhum impedimento para que esse comércio continue. Isso é o que eu quis assegurar (...) para que houvesse uma valvulazinha de escape para o reacionarismo nacional."

Oriente Médio

"Não há dúvida de que eles [os palestinos] se transformaram nos párias do mundo. O que a ONU criou foram dois Estados. Nunca houve um voto brasileiro no sentido de criar exclusivamente o Estado de Israel. Isso é a maior blague que existe no mundo."

"O Terceiro Mundo votou massivamente contra Israel [na resolução que equiparou sionismo a racismo], mas nós éramos um país de não alinhamento automático. Não tínhamos nenhuma razão para seguir também cegamente esses votos. Acho que nossa posição tinha que ter sido de abstenção por uma razão muito simples: para não dividir a comunidade brasileira."

"O Brasil tem um compromisso com o Estado de Israel tal como foi criado, mas não como foi expandido, pela força."

Irã

"Eles [os EUA], em direitos humanos, erraram nisso, porque abriram exceções incríveis e tinham ilusões idiotas como a de que o Exército iraniano defenderia o xá. Então, armaram até as orelhas o Exército iraniano, esquecendo que o Exército era de gente muçulmana, igualzinho aos outros. Como ele ia defender o xá contra certas coisas básicas das posições muçulmanas?"

"Os EUA cometeram um erro enorme quando superarmaram o Irã. O Irã, hoje, vai ter uma influência enorme na OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e vai ser o Exército mais importante da área contra Israel."

Portugal

"Do ponto de vista econômico, Portugal nunca nos deu nada; nós é que sempre demos a Portugal. Mas isso não tem importância. Acho que está bem que a gente dê, mas tem que dar com independência."

Intuição

"A gente costuma dizer que as mulheres têm intuição porque escolhem um vestido vermelho ou um chapéu verde – isso é uma bobagem. O ser humano é intuitivo, tanto a mulher quanto o homem, e acho que a intuição é a capacidade de síntese."

Estados Unidos

Geisel (E) e Golbery (D),
Azeredo de costas (Veja)
"Ele [Geisel] era um homem muito orgulhoso da posição do Brasil. Ele sabe perfeitamente que não vou me atirar nos pés dos americanos, que vou colocar o nível de respeito que deve ter."

"Nenhum país, por mais forte que seja, nenhuma superpotência cria realidade externa. Influi, mas não cria. E cada vez cria menos porque a tal famosa geopolítica, cuja definição não pode ser outra que a utilização do espaço para fins estratégicos, muda não em função do espaço, mas em função da tecnologia."

"Eles [os americanos] nos mandaram um documento sobre a Rodésia [atual Zimbábue] e sobre a Namíbia. Era um documento infantil (...), cheio de raciocínios trilogísticos, que parecem certos. Mas eram uma história de mocinho e bandido."

"Tínhamos que brigar com os EUA e discordar deles em questões específicas. Não podíamos ficar na generalidade porque seria falta de eficácia. Isso é fácil para um país pequeno fazer, mas um país como o Brasil não pode ser subdesenvolvido mental."

"Acho até que esses jornais [JB e Estadão] não precisam ser comprados, mas têm uma dependência intelectual tão grande em relação aos EUA. Eles querem ensinar os americanos a ser ocidentais."

"Acho que a gente tem que ser amigo do americano na base do taco a taco, defendendo os interesses nacionais e sabendo distinguir as raríssimas vezes em que eles defendem o Ocidente das milhares de vezes em que defendem exclusivamente os interesses nacionais americanos."

"Acho que os EUA, em matéria de direitos humanos, têm uma política muito coerente com o sistema americano. O que não é um instrumento eficaz de política externa é passar além da exortação (...) porque isso acabaria desmoralizando os próprios direitos humanos. Os EUA têm interesses excessivos para ter uma política externa absolutamente idealista."

Kissinger

Azeredo e Kissinger (foto do livro)
"Ele é uma pessoa extremamente inteligente e com grande empatia pessoal. Tem a sensação exata de que não precisa de ninguém. É muito despojado de preconceitos, embora de vez em quando volte a eles, para ficar bem dentro da comunidade americana."

"Kissinger compreendeu que o “my dear Antonio” tinha seus limites, que ele não podia ser conquistado só com palavras."

Brzezinski

O [assessor de Segurança Nacional de Carter] teve uma conversa direta com Golbery [do Couto e Silva] numa noite e, segundo me foi contado depois, o grande desejo dele era transformar o Brasil na Cuba dos EUA: devíamos ir para a África lutar por eles. Ora, isso é uma bobagem sem limite."

Cuba

"O Brasil, dali por diante, teria uma voz moderada em relação a Cuba. Não porque não reconhecêssemos que Cuba insuflasse movimentos em vários países vizinhos. (...) Mas, para o Brasil, Cuba era um risco menor. Não tinha volume para ser um risco efetivo em relação ao Brasil."

França

"[Charles] De Gaulle talvez tenha sido o único europeu que equilibrou o desejo de enriquecimento material da Europa (que vendeu sua alma) com o desejo de conservar o mínimo de poder de equilíbrio na mão."

"Eu conhecia suficientemente os franceses para aceitar esse nome ridículo: Grande Comission [bilateral]. (...) Quando você pega um ator americano e o veste de Napoleão, ele fica todo mal-ajambrado. Mas quando você veste um ator francês de Napoleão, ele nunca mais tira o uniforme."

Rio Branco

[O barão do] Rio Branco [1845-1912] prestou um serviço enorme ao Brasil, mas a política externa tem que estar sempre atualizada. Dizer que se poderia seguir a política do Rio Branco, os zigue-zagues do Rio Branco, inclusive em relação à Argentina, sua descoberta dos EUA... isso não tem mais sentido."

Bomba

"Não é solução para os EUA nem para a União Soviética, por que seria para o Brasil? Aucastrar-se no seu poder regional? Ser um país que gera desconfiança? A maior burrice da Índia foi saber fazer a bomba e fazê-la. Devia saber fazer e calar a boca. O que a Índia conseguiu fazer, ao explodir a bomba, foi apenas pôr em dúvida o direito dos países em desenvolvimento à tecnologia nuclear."

Egito

"Ele [secretário de Estado americano Cyrus Vance] chegou aqui dois dias depois da visita de [Anwar] Sadat a Israel. Estava muito otimista, e eu lhe disse que estava menos. Ele me perguntou por quê. Respondi: ‘Vocês vão estirar tanto o Sadat, vão desgastá-lo tanto, vão ter tão pouca coragem de traduzir em atos concretos esse entusiasmo que vocês têm que ele vai virar um estranho para os árabes’."

Costa Rica

"Tudo em Costa Rica é perfeito, mas mesquinho. É um país em que tudo é feito num tom menor. Talvez por isso a democracia lá dê certo, no meio de todos aqueles países de governo tão difícil."

México

"Uma virtude que o México tem tido – pelo menos do ponto de vista declaratório e tolerado pelos EUA – são posições não reacionárias. Isso consegue equilibrar certas coisas dentro do país. Acho que este sistema [do PRI como partido único no poder] está terminando e que o México terá que enfrentar crises muito difíceis. Mas a verdade é que o México é um país extremamente dependente dos EUA."

Venezuela

"A Venezuela é, além do Brasil, o único país mulato na América do Sul. É muito parecido conosco racialmente, mas muito mais irreverente, muito mais cubano na irreverência."

2 comentários:

arnobiorocha disse...

Problema dos debates é desconhecimento do passado alheio, tudo se torna idílico, para condenar o presente. É assim com Patiota, em relação ao Celso Amorim, como também em relação ana de Hollada e Juca Ferreira/Gil...melhor ter argumentos políticos do que ficar santificando figurados e mandando ao inferno outras.

mari disse...

pois é! e justamente ontem, em meio àquele debate infantil, a Claudia me manda essas frases geniais. todos têm história, ninguém nasce pronto.

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