terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Poupamos ou não poupamos?

Acabo de ver na Globo News a reprise de um Conta Corrente (acho), em que um "professor" diz o seguinte: "A China poupou, o Brasil não, agora a China está bem, o Brasil não".

Cuma?

Mas o "professor" (este mesmo ou qualquer outro da laia dele) não estava noutro dia mesmo dizendo que as reservas que o Brasil poupava (acho que uns 200 bilhões, nunca, nunca antes na história deste país poupamos tanto!) eram um absurdo, um desperdício, a economia demandava esse dinheiro, era inadmissível tal poupança? E o Sidney Resende e o George Vidor, que ouviram isso e não questionaram, faziam o que no programa? Pois se vi em algum lugar há dias que o Brasil só não está no fundo do poço graças a essa poupança... Comparar a China ao Brasil??? Como? Como é possível? Preciso enumerar as diferenças?

Vem cá, que "professores" são esses que nossas escolas estão formando? Poderiam me esclarecer? Claro, sobre os jornalistas nem pergunto...

AFINAL, POUPAMOS OU NÃO POUPAMOS???

4 comentários:

Vera Silva disse...

Mari,
Talvez o que ele queira dizer é que não poupamos o suficiente para reabastecer os cofres dos bancos e das grandes empresas. hehehe.

Sunny disse...

Mari, le no blog do Argemiro a matéria Brasil, Venezuela e Obama e segue o link para a reportagem do WSJournal, em vez de ficar perdendo tempo - e se irritando - com as besteiras dos econobestas da Globonews.

Truda disse...

Mais importante do que a tal poupança (que, não se pode negar, tem ajudado bastante), foi o crescimento da demanda interna e o consequente aquecimento do nosso mercado, que se deve a dois fatores:

aumento da carga tributária de 25% (governo FH) para 40%;

distribuição de renda à população carente através de aposentadorias rurais e programas sociais como o Bolsa Família (que a oposição chama de maior programa oficial de compra de votos no mundo), que só foi possível graças ao aumento da carga tributária.

mari disse...

O Bolsa-Família não é um fim em si mesmo. pergunte onde anda o Paul Singer. Não quer mais saber da gente (os urbanos sujeitos a Brasília), tá enfiado na economia solidária, que já é uma rede. A gente nem desconfia, porque disso a imprensa não quer saber.

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