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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O que foi o JB

Para os que ficaram tristes, o Nassif tem um post sobre o fim do Jornal do Brasil. Há vários depoimentos, mas Luiz Gonzaga da Silva publicou o melhor: a carta de Jorge Antonio Barros à condessa Pereira Carneiro.

Fiquei arrasada. Achei melhor mesmo acabar com essa vergonha que o Tanure bota na rua. Como JAB, odiei aquele formato berliner, ofensa ao melhor design de jornal do mundo inteiro. E me ofende que o jornal dos maiores nomes da imprensa brasileira, ao lado do Correio da Manhã, seja feito agora por gente despreparada. Mas a morte daquele JB que ele descreve foi uma perda irreparável pra mim e pro país. Não tenho mais jornal pra ler e o país ficou entregue ao PiG. Nem afirmo que o JB não pudesse vir a namorar o golpismo, mas seus leitores certamente protestariam ~~ quem não se lembra do que ocorreu quando a D. Maria Maluf "comprou" o jornal? Foram milhares de assinaturas canceladas no ato, e os cartolas voltaram atrás!!!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Era um jornal?

Li essa notícia na semana passada, mas nem liguei. Hoje, deu no pasquim. Marco comentou, Robert comentou, comenta-se no blog do Nassif.

Sinceramente? Acho melhor. Aquilo que chegava às bancas todo dia não era um jornal, era um folhetim vagaba feito por estagiários. Com todo o respeito aos estagiários. Então, morra logo. O que dói é ver essa criatura que deve a deus e ao mundo -- inclusive a mim --, um matador de empresas, um estelionatário notório obter na Justiça o direito de "comprar" empresas, destruí-las e depois ainda se gabar de que "seremos o primeiro jornal a estar apenas na internet".

Pode?

***

Jornal do Brasil deixará de circular e terá apenas versão na internet

RIO - O Jornal do Brasil, um dos mais antigos do país - que teve a sua primeira edição impressa em 1891 -, vai deixar de circular. A data para o fim da versão em papel será decidida entre quarta e quinta-feira, segundo informou o empresário [!!!] Nelson Tanure, dono da marca, nesta segunda-feira. Com dívidas estimadas em R$ 100 milhões e vendo a circulação despencar, Tanure tentou encontrar um comprador para o jornal. Sem sucesso na sua empreitada, decidiu manter o jornal só na internet. "A decisão de acabar com o papel está sendo tomada esta semana. Teremos uma decisão na quarta ou na quinta-feira", disse Nelson Tanure. Provavelmente, seremos o primeiro jornal a estar apenas na internet. É algo que está acontecendo no mundo todo".

Nesta segunda, Tanure confirmou a saída de Pedro Grossi, que ocupava a presidência do JB há apenas quatro meses: "Eu demiti o Pedro Grossi porque ele era a favor de continuar no papel".
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