quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Fiquei com MUITA inveja...

... e imitei o Truda.

Quando morava na Ruy Barbosa, o choque era diário ao acordar e dar de cara com essa pedra enorme, que da janela parecia bem mais próxima.


Antes, do terraço da casa da Goytacazes, tínhamos mais ou menos essa vista (um pouco mais para a esquerda): num dia de show aéreo, Marco viu os óculos de um piloto da Esquadrilha da Fumaça. Eu não vi, só ficava fazendo "ahhh", "ohhh", "meu deus"...


Agora, moro bem depois dessa curva, e subindo uma ladeira...


... perto dessa belezura toda.


Após muitos anos de paisagens deslumbrantes, não tenho mais vista da janela de casa, mas sei que o Rio continua assim:


(Todas as fotos são do Marco, menos a segunda, que "surrupiei" do photobucket do "Zeh" -- foi essa a identificação que achei; reúne uma belíssima coleção de imagens do Aterro do Flamengo.)

***

Antes que a Vera estranhe: não moro mais no terceiro andar, que da varanda tinha uma bela vista da Zona Norte (víamos o Maracanã, o Morro da Mangueira, a igreja da Penha, até a Baixada em dias claros); por causa do barulho na praça, mudamos para o térreo, nos fundos! Nossa vista agora é um muro, uma mangueira enorme, algumas bananeiras, um bambuzal e o céu...

Um slideshow muito do malfeito, mas vá lá



(Clique para ampliar e ver as legendas)

Ninguém faz idéia do que apanhei pra botar essas bostas destas fotos aí!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Como posso...

... ter emburrecido tanto nesse lance de blog??????????? Não sei fazer mais nada!

Da boniteza à tristeza.


Que estonteante esta foto do Ivo Gonzalez, né? O Truda me enviou.

Comentário do Ruy: -- É a metade da FAB.

Comentário do Truda: -- É a FAB.

Não me lembro exatamente se foi isso que o Trudinha disse no bar hoje à tarde, mas o sentido é este... :-)))

Atualização!

O que o Truda disse está no próprio blog dele, O meu Rio de Janeiro: "Para mim, não tem nem 1% se contar a turma que não voa!"...

***

Tá um vexame mesmo a nossa força armada, coitada. Não que eu seja militarista, longe disso, mas uma força armada pequena, bem-equipada, bem-educada inclusive nessas coisinhas simples da vida como democracia e defesa do Estado de Direito, além de salários dignos e carreira atraente, faz bem a qualquer país. Li não sei onde que o Brasil nunca chegará a potência mundial porque não tem canhão nem bomba. Bem, a Índia tem, e daí? Tem voz?

Agora, população, recurso geopolítico valiosíssimo, a Índia tem. A nossa está devagar quase parando (média de filhos de 1,8, contra 4,4 entre 1957 e 1961). A única faixa etária que continua gerando, e mesmo assim cada vez menos, é a de 15 a 19 anos (vamos dar isso na Radis de janeiro). Uma tristeza ver um país tão jovem com taxa de fecundidade tão baixa, e ainda por cima depender da gravidez das adolescentes para que sua população cresça um pouco. OK, conhecemos todos as explicações para isso.

Agora vou ver Life.

Monumento ao cinismo

"Em marcante admissão que contradiz declarações anteriores, Karl Rove, ex-estrategista de George Bush, disse que se o presidente soubesse que o Iraque não tinha armas de destruição em massa não teria ido à guerra". (Íntegra)
Não tem limite a cara-de-pau desse genocida, desse escravo das petroleiras do Texas. E ainda o tratam de "estrategista"... (Anseio falar dessa "ingenuidade" criminosa da imprensa americana, mas cadê tempo?)

Todo mundo conhece a verdade sobre a decisão de Bush de invadir o Iraque mas, se interessar, escrevi sobre isso anos atrás no Observatório, aqui e aqui. Eis um trecho do primeiro texto, "Nós de uma história mal contada", feito em cima de análise do veterano jornalista Michael Massing para The New York Review of Books em fevereiro de 2004, intitulado "Now they tell us" ("Agora eles nos contam"), e com contribuição do Argemiro, que continua arrebentando no blog dele, como não poderia deixar de ser:
Como os jornalistas americanos confiavam demais nas fontes simpáticas ao governo, os repórteres "desconfiados", e eles eram mais do que um punhado, acabaram silenciados. Assim, a cobertura resultou altamente favorável ao discurso da Casa Branca. "Agora [fevereiro de 2004] que os jornalistas se apressam a comentar as falhas do governo deveriam prestar atenção às suas próprias."

Massing começa então a narrar minúcias de todas essas falhas. As mais assustadoras são mesmo as de Judith Miller [adendo de hoje, 3/12/2008: demitida do NYT e atualmente na Fox News!, onde mais???] e Michael Gordon (setorista militar do Times), que montam, matéria-conjetura após matéria-conjetura, com fontes não-confiáveis após fontes não-confiáveis, um quadro dramático de notícias sobre a escalada de Saddam Hussein na construção de seu arsenal de ADM – incluídos aí "detalhes" definitivos sobre uma tentativa de importação de tubos de alumínio reforçado que "só poderiam" servir para uma coisa: centrífugas para enriquecimento de urânio – segundo assessores militares de Bush.

Iniciava-se e completava-se então um aberrante círculo vicioso: os tubos de alumínio soprados aos ouvidos da dupla do Times viraram matéria de primeira página e passaram a ser brandidos por Dick Cheney, Colin Powell, Donald Rumsfeld, Condoleezza Rice e todos os chamados "falcões da guerra" de Bush como "prova" do arsenal de Saddam. Até que, em 12 de setembro de 2002, o próprio Bush, em discurso na Assembléia Geral da ONU, afirmou que o "Iraque fez muitas tentativas de comprar tubos de alumínio reforçado usados no enriquecimento do urânio para uma arma nuclear"!

Para esse canalha, que despejou ódio e mentiras por dois anos -- enquanto durou a campanha eleitoral americana -- e agora desfia mea-culpa como um rosário, inclusive elogiando a equipe de Obama, só mesmo tribunal de crimes de guerra. Mas os americanos, assim como nós aqui com nossos torturadores, não têm colhão pra isso.

Dá vergonha

Como garantir que as pessoas com deficiência podem participar ativamente da sociedade?
Ouvir uma frase dessas de uma apresentadora de TV choca os ouvidos e parte o coração. É inadmissível, mas aconteceu. E foi na Globo News, que seleciona no país todo e treina (supostamente) os melhores formandos em Jornalismo para a TV Globo -- no meio tempo, fazem um canal de notícias (supostamente) "24 horas" no ar. Foi o primeiro do Brasil, copiado de modelos estrangeiros (CNN, BBC News etc.), mas é completamente diferente. Por quê? Porque na Globo News só tem garotada. Com honrosas exceções, todos lêem mal no teleprompter, são desinformados, não sabem fazer perguntas pertinentes nas entrevistas, são malíssimos narradores de acontecimentos ao vivo (gaguejantes, sem vocabulário, sem verve), traduzem porcamente discursos ao vivo (a fala de Barack Obama na convenção democrata, um dos melhores discursos dele na campanha, pelo qual ganhou de vez minha torcida, virou um tatibitate incompreensível na "tradução" deles, tive que trocar correndo para a CNN).

É triste.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

HBO, quem diria!

O melhor canal a cabo, o mais premiado, o dos melhores filmes, o dos melhores seriados -- e ainda por cima sem anúncio! -- trocando legendas!

Foi só eu fazer propaganda do episódio 5 de Generation Kill que hoje trocaram as legendas até quase o fim do episódio. Nada a ver falas e legendas. E o pior é que o controle da Net não permite que se tire legenda, e aquelas letras amarelas atraem o olhar mesmo que se lute para apenas ouvir (até por isso foi possível perceber que, de repente, estava tudo OK outra vez).

Vexame.

***

Bom é bom! Já acertaram a legenda na reprise do HBO2 (sempre 3 horas depois). Mas a sinopse do site estava errada, viste? Não é ainda a chegada a Bagdá.

Good news para a ONU (e o mundo)!

Leio que o anúncio de Susan Rice como embaixadora dos EUA na ONU ao lado das demais indicações do gabinete de Obama (secretários de Estado, Defesa, Justiça, Segurança) indica que ela terá status de ministro. Indica que Obama dará grande importância à ONU. Indica que talvez este país passe a respeitar as resoluções da ONU. Detalhe: ela é o perfil mais à esquerda do gabinete do Obama. (Paul J. Richards/AFP/NYT)

Seeeee-rá?

Uma equipe universalista

"Obama's 'Third Culture' Team" (a equipe de Terceira Cultura de Obama) é um excelente artigo no Daily Beast de Ruth E. Van Reken, especialista no assunto. Trata dos futuros integrantes da equipe de Obama que, como ele, foram TCK (third culture kids): cresceram ou passaram boa parte da vida fora dos Estados Unidos. Tendo convivido com diferentes culturas, algumas em conflito, essas pessoas constroem uma terceira, sinérgica, que lhes dá a capacidade especial de pensar mais universalmente, e não apenas localmente. (Isso faria imensa diferença nesse governo, em comparação ao do cowboy isolacionista que se comporta como se jamais tivesse saído do Texas. )

Não sei se temos uma expressão para isso, temos, Vera? "Terceira Cultura" não me soa usual, mas não consegui achar a certa. Em resumo, é uma formação intercultural. A conselheira Valerie Jarrett foi criada em Teerã e Londres, o secretário do Tesouro, Tim Geithner, em meio mundo -- África, Índia, Tailândia, China e Japão, filho de executivo da Ford Foundation; o conselheiro de Segurança Nacional, James L. Jones, em Paris; Bill Richardson, secretário de Comércio, na Cidade do México. Um leitor, nos comentários, acrescentou: o pai de Rahm Emmanuel, da Casa Civil, nasceu em Israel; Eric Holder, da Justiça, tem pai e avós nascidos em Barbados; o pai do conselheiro Greg Craig foi do Peace Corps; os avós de Tom Daschle eram alemães de origem russa.

A autora lembra que isso pode ser causa de sofrimento para a criança, mas ao superar se torna um adulto tolerante com a diversidade. Ex-colegas de Obama em Harvard se lembram dele como grande mediador de divergências.

A extrema-direita americana -- e na campanha também o fazia o até então "moderado" John McCain -- "acusa" Obama de "exotismo". Justamente um trunfo adicional.

***
Acabo de ver o anúncio da equipe de segurança de Obama. Não há novidade, todos os jornais já deram os nomes. Hmmm... Ao lado de palavras como "diplomacia, colaboração internacional e trabalho em conjunto", ouvi "liderança global, poderio militar, nossos valores" -- expressões comuns nestes últimos oito anos. Fiquei cabreira.

Ah, esse atendimento ao cliente...

Recebi do Unibanco pelo correio uma traquitana chamada multisenha. É do tamanho de um pendrive. Fui ativar, mas antes imprimi os termos de uso. E o texto diz mais ou menos assim: "Enquanto não comunicar o furto, o cliente é inteiramente responsável pelo uso do multisenha".

Fiquei injuriada, e mandei a seguinte mensagem:


-----Mensagem Original-----
De: marinildac
Para: unibanco
Data: 28/11/2008 11:03:05
Assunto: Ambiente Logado - UNICLASS - Duvida

Amigos, e se o assaltante me der uma coronhada? Sou responsável pelo multisenha até sair do hospital e poder comunicar? Mas até lá o ladrão poderá ter feito o diabo com a traquitana. Vocês não pensam nessas coisas simples da vida, quando preparam seus termos de uso?
abraços

Recebi a seguinte "resposta":

Cara Marinilda,
O Multisenha (dispositivo eletrônico) é avançado recurso tecnológico utilizado em transações bancárias (pagamentos, envio de DOC/TED, etc.) e solicitações (talão de cheques, alterações cadastrais, cadastro de celular pré-pago, entre outras) que necessitam de senhas para sua efetivação.
A cada acesso, o Multisenha informará uma nova senha para uso no momento em que a transação for realizada no Internet 30 Horas e no Telefone 30 HORAS, evitando que terceiros acessem indevidamente a conta e garantindo, assim, mais segurança na utilização dos serviços do Unibanco.
Por ser inovador, tornou-se tendência no mercado de alta tecnologia, além de ser portátil e de fácil utilização.
Outras vantagens do Multisenha:
- é pessoal e intransferível (enviado por CPF, não por número de contas);
- um só dispositivo permite que o cliente transacione em todas as suas contas do Unibanco;
- não há necessidade de memorizar senhas (novas combinações são disponibilizadas a cada 36 segundos);
- sem cobrança de tarifas.
O Multisenha é necessário para que o cliente consiga realizar suas transações no Internet 30 HORAS e no Telefone 30 HORAS, motivo pelo qual o uso do dispositivo não poderá ser suspenso.
Para mais informações, pedimos o favor de contatar a Central de Atendimento Uniclass: 4002 0030 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 722 3030 (demais localidades), para que um de nossos consultores a auxilie.
Agradecemos sua mensagem e continuamos à disposição.
Atenciosamente,
Renata (...)
Fale Conosco
Unibanco-União de Bancos Brasileiros S.A.

Acabo de mandar a seguinte réplica:

marinildac to vivavoz
10:43 AM (15 minutes ago) Reply

Prezada Renata, poderia me informar o que sua resposta tem a ver com as perguntas que fiz em minha mensagem?
Obrigada.
Marinilda

***

Após meia hora ao telefone, a traquitana foi anulada, cancelada, excluída do sistema, sei lá. Defeito: estava dessincronizada. Vão mandar outra... ai ai...
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