Acabo de assistir a um documentário interessantíssimo no Discovery: Pelada, de um casal de jogadores de futebol universitário louco por bola. Embora até bons -- ela achava que seria a melhor jogadora do mundo --, não conseguiram chegar ao nível profissional.
Contrariando a família, juntaram dinheiro, largaram tudo e saíram pelo mundo para filmar... pelada. Eles não queriam filmar o Barcelona ou o Chelsea, apenas peladas, gente jogando "em troca de nada, só por jogar".
O filme é de um bucolismo emocionante. A primeira parada deles é. claro, no Rio. Peladas na praia, na rua, no campinho furreco. E do Brasil partiram pra Bolívia, depois pra África, e daí à China -- onde filmaram uns moleques bons de malabarismo. "Se perdermos aqui, onde achávamos que seríamos bons, não ganharemos em lugar algum...", comentaram eles. Os comentários são deliciosos. Num campinho em Jerusalém onde árabes e judeus disputam suas peladas em meio a muita briga, a reflexão dela é de uma sinceridade dolorida: "Não tenho nada de inteligente a dizer sobre a força do futebol promovendo a paz, porque isso não vai acontecer aqui. Eles não jogam futebol, eles jogam uns contra os outros".
O trecho final é no Irã. Em toda parte eles pedem para entrar nas partidas, e quase sempre conseguem. E no Irã ela até participou de uma pelada de homens, vestida da cabeça aos pés. Jogou bem a danadinha, driblou, fez tabela, deu passe, peladeira boa, elogiada pelos iranianos. Felizes, estavam para ir embora quando souberam que foram "denunciados ao governo". Os funcionários perguntaram sobre o filme, sobre as peladas que viram pelo mundo, o papo ficou agradável e acabou tudo bem. Sim, às vezes o futebol promove a paz.
Ah, o casal é americano, Luke e Gwen. Por essa você não esperava, hein? Veja trailers aqui.
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Só o futebol mesmo pra me distrair do desgosto que me deu a fala do general.
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Que timaço é esse???
O Dia
quinta-feira, 29 de julho de 2010
UÓ!!!
Só se fala do pênalti perdido ontem pelo Neymar contra o Vitória (ver aqui). Ah, deixa o garoto brincar, ele vai amadurecer e nos dar muita, muita alegria. Preferi ver e rever este:
Totti bate pênalti de calcanhar no treino da Roma.
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Mas ele, veterano, também já fez essa eme aqui, ó:
Tks, tks, tks...
Totti bate pênalti de calcanhar no treino da Roma.
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Mas ele, veterano, também já fez essa eme aqui, ó:
Tks, tks, tks...
quarta-feira, 28 de julho de 2010
De exibido a perseguido
sexta-feira, 23 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
O futebol e a direita americana
Dessa eu não sabia, que surpresa! Tinha que ser a New Yorker, e tinha que ser o antenadíssimo Azenha a dar destaque à matéria que aponta o ódio da direita americana ao mundialmente amado futebol.
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New Yorker: Ódio do futebol encobre desprezo por hispânicos
por Hendrik Hertzberg, na coluna The Talk of the Town, New Yorker, 12 a 19 de julho de 2010
Tradução do Viomundo
Os americanos odeiam futebol? Não o futebol regular, naturalmente. Não o futebol da primeira das dez jardas, da jogada longa, dos acertos tardios e dos times especiais, das cheerleaders pneumáticas em roupas curtas, das concussões cerebrais em série — o jogo que todos os americanos amam, com exceção de alguns cabeçudos. Não aquele. O outro. Aquele cujo princípio básico do jogo é chutar uma bola com o pé. Aquele que o resto do mundo chama de “futebol”, exceto quando é chamado (por exemplo) futbal, futball, fútbol, futebol, fotball, fótbolti, fussball ou (como na Finlândia) jalkapallo, que traduz literalmente como “futebol”. Aquele.
O texto completo está aqui.
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New Yorker: Ódio do futebol encobre desprezo por hispânicos
por Hendrik Hertzberg, na coluna The Talk of the Town, New Yorker, 12 a 19 de julho de 2010
Tradução do Viomundo
Os americanos odeiam futebol? Não o futebol regular, naturalmente. Não o futebol da primeira das dez jardas, da jogada longa, dos acertos tardios e dos times especiais, das cheerleaders pneumáticas em roupas curtas, das concussões cerebrais em série — o jogo que todos os americanos amam, com exceção de alguns cabeçudos. Não aquele. O outro. Aquele cujo princípio básico do jogo é chutar uma bola com o pé. Aquele que o resto do mundo chama de “futebol”, exceto quando é chamado (por exemplo) futbal, futball, fútbol, futebol, fotball, fótbolti, fussball ou (como na Finlândia) jalkapallo, que traduz literalmente como “futebol”. Aquele.
O texto completo está aqui.
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