sábado, 11 de outubro de 2008

Rio malsinado...

O que esta cidade fez para merecer isso? De um lado, Eduardo Paes, um cretino carreirista, com PT, Lula e PCdoB e, de outro, Gabeira, um humanista, com o DEM de Cesar Maia e o PSDB de Marcio Fortes, fora outras gangues. Até a Cora Ronai, tucana declarada, está com o Gabeira...

Isso não é justo. Como pode o carioca, que é maneiro, tender agora tanto pra direita a ponto de votar no Gabeira para excluir Paes? Por que a Jandira, o Molon, o Chico não convenceram?

O Globo, jornal que pinga ódio em cada linha das páginas de política e economia, está aproveitando. Na edição de hoje destaca um encontro do Paes com uma cambada de dar medo. Um dos caras avisa que já comprou caixas de ovos pra jogar no Gabeira quando for à Zona Oeste. Paes abre que fingiu ser educado o tempo todo no primeiro turno: já mostrou sua ira nesse encontro.

Jorge Moreno diz uma verdade verdadeira na coluna dele: vença quem vencer, quem vai mandar no Rio é o Serra.

Minha tristeza é profunda.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A Palin do Putin, ops, a tigresa...



O equívoco lá no título se deveu ao fato de que a Palin, metida a valente, tem medo deste homem, "quando ele estica a cabeça até o Alasca, a terra de onde partem aqueles que são mandados para fora para defender este país", ou algo estúpido assim. Os dois se merecem. Sunny mandou (todo mundo acha que o "cansadão" no nome do blog é retórica...).

Ah, e a foto é da AP.

Viu? Quem mandou?

McCain é um completo idiota... err... desculpe a redundância. Eis o que ele arrumou ao se referir ao Obama, no debate, como "aquele ali" (vi na CNN). A branca igual a esta? Tudo vendido, a $24,90 cada.

Greta Garbo, quem diria...

Outra da Vera. E sem comentários, que não carece!

O mundo é Obama! :)

Muuuuito interessante a dica da Vera sobre o site Se o mundo pudesse votar.



Barack Obama... 87.3% = 155,589 votos
John McCain.....12.7% = 22,552 votos

O Brasil é 84.6% Obama, a Alemanha, 91.9%; mas Burkina Faso é 100% McCain! :-)

***

A Economist também criou um Colégio Eleitoral Global.



Obama leva por uns 99%. E o leitorado da revista é conservador... :-)

***

Caraca, como estou apanhando com esse blog! Esqueci tudo o que sabia!

Obama reage

Bem do jeitão dele, low profile demais pro meu gosto, Obama respondeu ao mccarthysmo do McCain e da Sarah Palin, que o acusam de ser amigo de terrorista etc.: disse que desta vez não vai dar certo (vi na CNN).

Para ver o rumo que estão tomando tais acusções, dois vídeos assustadores (dica da Claudia). Tá rolando debate intrablog a respeito na Economist.

E um leitor lá postou o link de um vídeo no Youtube que nem dá pra comentar, mas indico para verem como é difícil esta eleição para o Obama. Só 24.600 pessoas viram, but still...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Pobre geração de 30...

Fico pensando nessa geração que tem hoje 30 anos... Só fez sexo de camisinha, não pôde sair de casa cedo por culpa do neoliberalismo e agora nem ganhar dinheiro sossegada consegue, porque veio a crise do... neoliberalismo. Sem liberdade sexual, sem independência pessoal, sem perspectiva social.

A era Tatcher/Reagan não acabou apenas com a geração de 60 anos, detonou também os jovens.

Mad Max

Tenho 62 anos, já vi muita crise, nos livros e na vida real. Marx descreveu com precisão os espasmos do capitalismo, cujas contradições internas contêm sua própria negação -- justamente as crises. Marx disse no Capital:

O desenvolvimento da força produtiva de trabalho gera, com a queda da taxa de lucro, uma lei que num determinado ponto se opõe com grande hostilidade a seu próprio desenvolvimento, tendo de ser, portanto, constantemente superada pelas crises.

Mas nunca imaginei que essas forças internas de destruição pudessem ir tão longe. A Islândia nacionalizou seu maior banco! E fechou a bolsa! A Islândia, gente, onde só tem geleira e a ministra da Saúde vai pro trabalho de bicicleta!

A essa altura do campeonato, não dá pra ficar sem socialismo e sem capitalismo! Tem que sobrar alguma coisa, ou teremos o cenário de Mad Max: ricos nos guetos e o resto de volta à Idade Média.

Tô preocupada pra caramba.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Maria da Conceição não dormiu

Puxa, fico até emocionada -- ou mais preocupada ainda: Maria da Conceição também não dormiu...

Dica da Vera. Valeu!

***
MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES

"Entupiu o sistema circulatório do capitalismo. É preciso agir rápido, antes que ocorra a trombose"


Em entrevista à Carta Maior, a economista Maria da Conceição Tavares fala sobre a crise. “As autoridades monetárias de todo o mundo têm que intervir rápido, antes que se forme a pior das bolhas, a de pânico, que é essa que está em curso", adverte. Para ela, o Brasil tem algumas vantagens importantes para enfrentar a crise, entre elas a existência de três fortes bancos estatais e pelo menos três grandes empresas públicas de peso, salvas do ciclo de privatizações desfechado pelo governo anterior. Isso dá ao governo instrumentos para intervir fortemente no mercado.

Redação - Carta Maior

Decana dos economistas brasileiros, uma espécie de banco de reflexão de última instância ao qual se socorrem economistas quando o horizonte do mercado exibe mais interrogações que cifrões, a professora Maria da Conceição Tavares, 78 anos, quase não dormiu na noite de terça para quarta-feira. E voltou a fumar, muito, o que não deveria, por orientação médica. Motivo: os abalos seguidos nos alicerces do sistema capitalista norte-americano e seus efeitos sísmicos no mundo, inclusive no Brasil.

Conhecida pela rara capacidade de equilibrar razão e paixão – não necessariamente nessa ordem - , costuradas em frases contundentes e metáforas esmagadoras sobre os desafios da economia e do desenvolvimento, Conceição falou à Carta Maior sobre a crise em curso no sistema capitalista. A voz rouca e o cansaço de uma noite insone não impedirem que reafirmasse a reputação construída a partir de uma lucidez corajosa, que mesmo os adversários respeitam - e temem.

A seguir trechos de sua conversa com a Carta Maior:

“A questão central é que o crédito está congelado: entupiu o sistema circulatório do capitalismo. Sem crédito uma economia capitalista não funciona. Agora é torcer para que o entupimento não se transforme em trombose”.

“O Martin Wolf foi lento (NR: editor do Financial Times, conhecido pelas convicções neoliberais que, em artigo transcrito hoje pelos jornais brasileiros, pede um resgate estatal urgente, e amplo, do sistema bancário). Assim como ele, as autoridades norte-americanas também foram lentas. Demasiado lentas. Vão dizer que não sabiam o tamanho do estrago? Ignoravam a gravidade da bolha especulativa feita de hipotecas podres e derivativos, cuja soma vai além de US$ 6 trilhões, sem falar do resto? Como não sabiam? Eles são gente de Wall Street. São escolhidos entre os “piranhões” do mercado. Não podem dizer que não sabiam. O problema não é esse. O problema é que eles acreditam no mercado. Essa é a tragédia. Esperaram até o limite da irresponsabilidade para intervir. Aí perderam o controle e estão diante do pânico: ninguém empresta a ninguém, entupiu o sistema circulatório do capitalismo”.

“Agora tem de fazer isso mesmo, estatizar parcelas abrangentes do sistema financeiro; implantar safenas. Não é isso que estão fazendo? O FED já começou a descontar commercial papers direto no mercado. Tem que intervir largamente, e rápido. Eles são o centro da crise mundial. Mas um pânico financeiro não respeita fronteiras”.

“O problema do Brasil não são os fundamentos, que no geral são bons. Mas aqui também foram feitas operações especulativas por grandes empresas exportadoras. Ou será que a Sadia e a Aracruz agiram solitariamente? Não agiram. Não foram exceções. Foram irresponsáveis. Não se contentaram em contratar hedge (seguro) contra a variação cambial. Quiseram apostar quantias fantásticas na variação futura do câmbio e apostaram errado. Jogaram na valorização do Real o que é insólito, diga-se. Como exportadores deveriam engrossar as vozes que pediam maior competitividade da moeda brasileira. Mas apostaram. erraram e isso abriu rombos que a Sadia, felizmente, já reconheceu no seu balanço. Digo felizmente porque não pode pairar dúvidas no mercado sobre o tamanho e a abrangência desses prejuízos ou isso gera incerteza e a desconfiança bate nas taxas do dólar.”

Íntegra aqui.

A coisa feia e as cassandras

Fiquei até cinco da matina vendo na CNN as notícias -- e os debates inflamados -- sobre a crise na Ásia. O Japão, que estava segurando as pontas (afinal, é a segunda maior economia do mundo), entregou os pontos. O índice Nikkei caiu 8%, e ações de empresas que produzem coisas, como Sansung e Sony, caíram mais de 15%. Isso é redução de produção, perda de emprego, muito sério mesmo. Não é só banco se ferrando.

Agora, bancos centrais de vários países reduziram a taxa de juros, e Dow Jones se recupera. Vamos ver se a Ásia logo mais segue essa gangorra maluca dos especuladores cuja pátria é o dinheiro.

O que me deixa furibunda é o Risco Brasil. Essa escória que classifica o risco dos países para os investidores é a mesma que faliu o capitalismo, e ainda ousa julgar o Brasil, que vem fazendo o dever de casa. O Risco Brasil estava em 417 pontos ainda agora!!! Pode?

Mas o que não dá mesmo para suportar é o FHC cantando de galo pra cima do Lula. Se fosse no tempo dele já estaríamos afundados até o nariz ou de quatro levando todos sabem onde. Não tem um ex-presidente sequer provocando governos em parte alguma. E esse imbecil, que vendeu nosso patrimônio a preço de banana, aumentou nossa dívida absurdamente -- e ainda a atrelou ao dólar! -- e abriu as pernas para o FMI, fora o resto, vem bancar o sábio!

Vai arrumar um serviço, mandrião, vadio! Vai ler um livro para ver se aprende alguma droga que preste!
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